Fotógrafo Capta Imagens Da Vida Que Resta No Bairro Clandestino 6 De Maio Na Amadora

A cerca de cinco quilómetros do centro de Lisboa, onde o turismo tem aumentado a uma velocidade vertiginosa, encontra-se no concelho da Amadora, o Bairro 6 de Maio.

Em contagem decrescente para, daqui a poucos meses não passar apenas de uma memória. Uma realidade a milhas de distância de um dos mais desejados destinos turísticos do Mundo que atrai milhões de visitantes todos os anos.

Durante um ano, o fotógrafo José Ferreira captou imagens da vida dos traficantes e das famílias que vivem no que resta de um dos últimos bairros clandestinos que ainda resiste às portas de Lisboa.

Ele conseguiu retratá-las sem filtros e sem rodeios. Conquistou-lhes a confiança. Deixaram-no entrar. Seguiu-lhes os passos. Àqueles que fazem do tráfico de drogas e armas e dos assaltos modo de vida.

Ao longo de décadas o bairro era conhecido como “o sítio onde nem a polícia entra”.

O Bairro 6 de Maio começou a ser desmantelado em 2016, num processo de despejos, realojamentos polémicos, rusgas policiais frequentes e tentativas ativistas de travar o inevitável.

Um processo que se arrasta e que tem servido para enfatizar ainda mais os problemas de uma comunidade na sua maioria composta por cabo-verdianos que decidiram tentar uma vida nova em Portugal no pós-Ultramar, entre o final dos anos 70 e início de 80.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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