Uma câmera subaquática captou uma anémona com tentáculos que reside na planície abissal de Porcupine, ao largo da costa da Irlanda, a cinco quilómetros de profundidade. Um estudo sobre a Iosactis vagabunda, uma espécie ‘esquiva’, foi publicado na revista ‘Deep Sea Research Part I: Oceanographic Research Papers’.
Esta espécie alimenta-se normalmente de fitodetritos – ou matéria orgânica particulada – do fundo do mar, assim como de poliquetas, um verme marinho que pode até ser muito maior do que a própria anémona, que tem cerca de 2.54 centímetros, de acordo com a ABC News.
Com 24 tentáculos, a anémona passa horas a criar tocas, pelas quais se desloca entre os períodos de alimentação. Segundo os investigadores, trata-se de algo único em relação a outras espécies de anémonas.
O trabalho incluiu 18 espécimes, que foram observados em intervalos de oito horas, ao longo de 20 meses, e um só espécime com 20 minutos de intervalo em duas semanas.
No total, foram captadas 29.016 fotografias utilizáveis.
Na ótica dos investigadores, à medida que o aquecimento global se intensifica e o oceano continua a absorver mais calor, poderá ser necessária uma maior exploração do fundo do mar para descobrir estratégias de mitigação.
Thanks to cameras built to withstand the deep-sea pressure, marine scientists were able to capture images and study the elusive Iosactis vagabunda, a tentacled deep-sea anemone that resides on a seabed off the coast of Ireland, according to a new study. https://t.co/yCh1XRJN0i pic.twitter.com/KRNnnJzD4F
— ABC News (@ABC) May 14, 2025
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