Carlos Moedas quer suspender o sistema de trotinetes elétricas partilhadas em Lisboa, alegando problemas de segurança, circulação perigosa e estacionamento indevido. O presidente da Câmara Municipal considera que o modelo atual não está a funcionar e pretende levar a proposta a reunião de câmara na próxima quarta-feira, 21 de outubro.
A decisão foi anunciada pelo autarca numa entrevista ao canal NOW e numa publicação partilhada nas redes sociais. “Isto é uma vergonha e vai acabar”, afirmou, defendendo uma cidade com passeios livres, seguros e acessíveis a todos.
Entre os problemas apontados estão trotinetes a circular em contramão, comportamentos de risco, acidentes e veículos deixados de forma desordenada no espaço público. Segundo Carlos Moedas, a Câmara tem recolhido mais de 1200 trotinetes por mês.
O autarca alertou também para a utilização destes veículos por menores e para os riscos associados à circulação. Na entrevista, destacou dois problemas principais: o estacionamento indevido e a segurança dos utilizadores e restantes pessoas que circulam na cidade.
A proposta de suspensão imediata deverá ser discutida na reunião de câmara de quarta-feira. Moedas, eleito pelo PSD, recordou ainda que, desde que assumiu a presidência da autarquia, conseguiu reduzir para metade o número de trotinetes partilhadas, através de negociações com os operadores.
O presidente da Câmara já tinha anunciado, a 28 de setembro, que iria avançar com medidas para combater os comportamentos de risco, embora sem revelar na altura quais seriam as decisões concretas.
Entretanto, o Automóvel Clube de Portugal (ACP) anunciou ter reunido cerca de 20 mil assinaturas de cidadãos recenseados em Lisboa para pedir a realização de um referendo municipal sobre a continuidade das trotinetes elétricas partilhadas na capital.
Carlos Moedas defende que, se os operadores não conseguirem garantir o cumprimento das regras de circulação, a autarquia terá de intervir. A proposta de suspensão representa agora o passo mais significativo anunciado até ao momento para alterar o funcionamento deste serviço em Lisboa.
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