Vídeo Mostra o Mar De Lixo Que Invadiu a Costa De Tavira

Plásticos, pneus e “lixo urbano” são a única coisa que os habitantes de Tavira têm visto na Praia Deserta, em Cabanas de Tavira.

A situação está a ser vastamente partilhada na Internet: já há dezenas de vídeos a circular, bem como algumas petições.

João Dinis é um dos residentes em Tavira que lançou uma petição online para encontrar os responsáveis pelo que considera ser “um crime ambiental”, depois de os últimos episódios de agitação marítima terem levado os acima refeirdos “lixos urbanos” para o areal a nascente do molhe da barra de Tavira

 
Apesar de não existirem provas concretas, a empresa Docapesca é vista como a principal suspeita da deposição do lixo no areal, devido às dragagens feitas no rio Gilão, no final do ano passado, com a intenção de melhorar as condições de navegabilidade — algo que já não era feito há 30 anos.

Numa resposta enviada à Lusa, a Docapesca garantiu que “não existem evidências de qualquer foco de poluição resultante das dragagens” e explicou que o “destino final dos dragados foi a deposição ao largo da praia de Cabanas-Mar, de acordo com as orientações da APA [Agência Portuguesa do Ambiente] e parecer positivo do ICNF [Instituto Conservação da Natureza e Florestas]”.

 
O presidente da Câmara de Tavira reconheceu à Lusa a existência de um problema de acumulação de lixo levado pelo mar, mas frisou que não está perto de qualquer zona balnear e garantiu que “se está e irá fazer tudo para recolher o que se acumular”.

Jorge Botelho pediu “rigor” quando se fala da zona afetada, porque “não há lixo na ilha de Tavira, nem em nenhuma zona balnear do concelho”, ou um “crime ambiental”, porque “não há toxicidade no que se está a recolher”.

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