A Escola Indiana Onde “Ensinar” a Ser Feliz é Mais Importante Do Que Matemática

A Riverbend School pretende formar alunos felizes e aptos a melhorar o mundo. O projeto é de Vivek Reddy e Kiran Reddy, empreendedores que querem levar novos conceitos para a educação.

Na Riverbend, o percurso não é tradicional e são os alunos que começam por decidir o que querem aprender. “O dia pode começar com meditação ou basquete, seguido por uma manhã a reprogramar software ou a recitar poemas clássicos indianos, um almoço com os amigos e uma tarde a trabalhar numa incubadora de negócios dentro do campus.”

Os educadores querem inverter o modelo de ensino e focar-se na formação do caráter e da personalidade dos estudantes. “Penso que, do ponto de vista ocidental, tendemos a acreditar que o ambiente controla a nossa felicidade. Logo, tentamos controlar o ambiente. Numa filosofia oriental, tendemos a acreditar que controlamos a felicidade através da nossa mente – no modo como percebemos as coisas, então é possível desconectar o ambiente da nossa felicidade. Idealmente, é isso que queremos ensinar às crianças”.

O projeto é inspirado num estudo de Harvard sobre a felicidade, que aponta que as relações interpessoais são a chave para a felicidade. “A escola é centrada em torno de uma praça central pública e tem espaços para estudar, brincar, refletir, viver e plantar. Todo o aspecto do projeto encoraja a socialização”, declarou Danish Kurani, responsável pelo projeto arquitetónico da escola.

 
No centro de tudo fica o espaço de convívio comum, rodeado pelo ambiente acadêmico. No anel exterior ficam os dormitórios (pois os alunos passarão toda a semana na Riverbend) e quadras e jardins para estimular a diversão.

Os responsáveis pelo projeto, que começará a ser construído ainda em 2018 e tem previsão de inauguração para 2020, ainda estão a trabalhar para resolver as diferenças entre o seu modelo e as leis educacionais indianas. Eles entendem que não será uma escola para todos, mas que pelo menos alguns se identificarão com a filosofia.

“As pessoas buscam universidades e carreiras bem sucedidas porque, no fim das contas, querem ser felizes. Pode ser que faça sentido focar nesse objetivo de forma mais direta”, conclui Kiran Reddy.

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