Nova Pista Reacende o Caso Do “Estripador De Lisboa” 30 Anos Depois (SIC Falou Com o Suspeito)

Mais de três décadas depois, o caso do chamado “Estripador de Lisboa” volta a ganhar novos contornos, com o surgimento de uma pista que levou a Polícia Judiciária a reabrir diligências.

Numa reportagem do programa Casos de Polícia, da SIC, foram ouvidos vários intervenientes ligados ao caso, incluindo uma mulher que garante conhecer o homem identificado num retrato robot. A estação falou ainda com uma sobrevivente de um ataque ocorrido em 1992, que afirma reconhecer o suspeito como o agressor que a esfaqueou e espancou.

A vítima, que pediu anonimato, recorda o episódio vivido aos 15 anos, quando foi abordada no Restelo por um homem que conduzia um carro branco. Após entrar no veículo, foi levada para uma zona isolada, onde acabou por ser violentamente atacada. Sobreviveu e conseguiu escapar, mas nunca esqueceu o rosto do agressor.

Outra testemunha, identificada como “Ana”, afirma ter convivido com o suspeito durante anos e diz não ter dúvidas quanto à sua identidade. Segundo relata, reconheceu-o após ver o retrato robot numa reportagem televisiva e chegou mesmo a enviar, em 2021, um email detalhado à Polícia Judiciária com informações relevantes. No entanto, garante que nunca obteve resposta.

A SIC conseguiu também contactar o homem apontado como suspeito, que rejeitou qualquer envolvimento, classificando as acusações como “ridículas”.

Os crimes atribuídos ao estripador de Lisboa remontam a 1992, quando, ao longo de vários meses, cinco mulheres foram assassinadas com extrema violência. As vítimas tinham em comum situações de prostituição e toxicodependência. Três dos homicídios foram claramente associados ao mesmo autor, enquanto os restantes continuam envoltos em dúvidas.

Na altura, as limitações das técnicas forenses dificultaram a investigação, que não contou sequer com análises de ADN. Apesar dos novos testemunhos, o caso enfrenta um obstáculo legal incontornável: os crimes já prescreveram, o que impede qualquer acusação formal, mesmo que o suspeito viesse a confessar.

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