Tem Avistado Cobras? Não é De Admirar, ICNF Explica Porquê

Se tem avistado mais cobras nos últimos dias do que no resto do ano, não estranhe. Como lembra, esta quinta-feira, 17 de setembro, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) na página de Facebook, os meses de agosto, setembro e outubro são de natalidade para muitos destes répteis em Portugal”.

E, por isso, é natural que algumas surjam “fora de sítio”.

Assim, para as proteger nestas situações, o ICNF recomenda “maior controlo sobre os gatos domésticos”, uma vez que estes são “das principais causas de mortalidade das cobras juvenis”.

Na mesma publicação, o instituto mostra um vídeo com “cobras-de-água-de-colar-mediterrânicas” que “estavam num poço e foram resgatadas por equipas de Vigilantes da Natureza”.

Em breve, o ICNF espera que seja “possível devolvê-las ao seu habitat natural após devidas observações clínicas”.

Quando juvenis, as Natrix astreptophora apresentam duas manchas no pescoço formando um colar, que pode ser branco, beje ou amarelo, com borda negra. À medida que ganham maturidade a cor esbate-se e o colar desvanesce. Em adultas ganham uma cor verde-olivácea, por vezes acinzentada, ou até acastanhada. E podem atingir 1,5 metros. Porém, “são inofensivas, sem veneno!”, recorda ainda o instituto.

Os nascimentos destas cobras ocorrem por todo o país, mas mais no Norte e no Centro de Portugal Continental. Por isso já sabe, se vir um bichinho a espreitar de “olhos grandes de íris amarelada/alaranjada e pupila negra e redonda” é um destes exemplares. Devolva-o à natureza.

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