A PSP divulgou nas redes sociais um vídeo com imagens das intervenções policiais realizadas na madrugada de domingo, em Lisboa e no Porto, procurando mostrar que os agentes também foram alvo de agressões por parte de manifestantes.
Na publicação que acompanha as imagens, a polícia defende que a violência é inaceitável e garante que privilegia o diálogo na gestão de protestos. “Procuramos sempre o entendimento e a conciliação entre todos. Contudo, a violência não pode ser tolerada”, refere a PSP, acrescentando que “as agressões dirigidas à Polícia são inaceitáveis e não serão toleradas”.
A força de segurança sublinha ainda que a sua missão passa por acompanhar quem se manifesta, procurando conciliar esse direito com as liberdades dos restantes cidadãos. Para isso, afirma privilegiar o diálogo, a mediação e a sensibilização junto dos manifestantes.
As imagens surgem na sequência das intervenções policiais realizadas durante a madrugada de domingo, quando a PSP dispersou os acampamentos pelo direito à habitação nas duas cidades, recorrendo a bastões e cães. A operação aconteceu depois de mais de duas horas de tensão e de várias ordens para que os manifestantes abandonassem os locais e retirassem as tendas.
Os participantes recusaram cumprir as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação. Segundo a PSP, os incidentes provocaram 33 feridos e terminaram com 33 detenções por desobediência. As organizações responsáveis pelos protestos também denunciaram a existência de dezenas de feridos.
A atuação policial está agora sob escrutínio. A Inspeção-Geral da Administração Interna abriu um processo para averiguar as ocorrências, enquanto a provedora de Justiça solicitou à PSP informações urgentes sobre as intervenções.
Os partidos de esquerda criticaram a operação e exigiram esclarecimentos ao primeiro-ministro, além de apelarem à intervenção do Presidente da República. António José Seguro também se pronunciou sobre o caso, defendendo o diálogo em torno da habitação e afirmando não ter gostado das imagens que viu, embora aguarde os resultados dos inquéritos à atuação policial.
Os manifestantes exigem alterações às políticas de habitação, incluindo a reversão da nova lei do arrendamento, o fim de demolições e despejos sem alternativa habitacional, mais habitação pública e limites às rendas que consideram verdadeiramente acessíveis.
A PSP protege e garante o direito à manifestação através do diálogo e mediação, procurando o equilíbrio com as liberdades de todos. Mas a violência e as agressões à Polícia são inaceitáveis e não serão toleradas. https://t.co/CXka72VuDi
— PSP – Polícia de Segurança Pública (@PSP_Portugal) October 27, 2026
Já segue a FunCo no Instagram?






